29 maio 2009

bocca

Ontem fui experimentar um dos 25 restaurantes que fazem parte da iniciativa Lisboa Restaurant Week – o BOCCA.

Já me tinham falado bem do espaço e já tinha lido críticas positivas, por isso, estava com boas expectativas. Felizmente, já pude experimentar bons restaurantes, dentro e fora de Portugal. Ossos do ofício.
Na Rodrigo da Fonseca, 87-D fica o Bocca, um espaço com uma decoração fresca e gostei do pormenor do staff usar uns ténis All Star verdes. Dá um ar descontraído.
À entrada dissemos que tínhamos uma reserva pelo Lisboa Restaurant Week. Antes de nos sentarmos, perguntei algumas coisas sobre o restaurante: capacidade; se costumam receber grupos; se privatizam; etc. Enfim, o habitual para quem trabalha na área e precisa de conhecer estes espaços da capital.
Para além da postura pretensiosa que não estava nada à espera e que gerou de imediato um contra-senso com o conforto e disponibilidade que aquela gente traz nos pés, ainda me disseram de forma claramente preconceituosa, que naquela semana os clientes habituais da casa não têm ido ao restaurante, como se não se quisessem misturar com a ralé que aderiu a esta iniciativa que há 16 anos tem um sucesso tremendo nos E.U.A. Quem gosta volta. É quase sempre assim. Não percebo esta estratégia e posicionamento comercial…

Os portugueses têm esta postura de “doutores e engenheiros” que me irrita profundamente. Este comportamento idiota para quem não chega de carteira Channel ou de fato Ermenegildo Zegna, adoptando de imediato uma atitude de alguém que não é suficientemente bem formado para ter uma postura neutra e bem construída. São esses os bons profissionais.

Na mesa estavam 4 pessoas, em que 3 delas trabalham na área de eventos e a outra trabalha em publicidade, ou seja, duas áreas onde o word-of-mouth é poderosíssimo. Com esta crise, mais tarde ou mais cedo, todos vamos precisar uns dos outros… lembremo-nos disso.

Não adorei a comida e achei uma diferença gritante para a carta habitual do Bocca, chegando a pôr em causa a qualidade das outras propostas. Na comida o preço é relativo, o importante é que valha a pena. Bem sei que os menus para esta iniciativa têm que ser forçosamente mais económicos, mas neste caso foi muito evidente.

Para finalizar, fico ainda mais desiludida pelo facto do responsável ser “família ESHTE”, que tanto aprecio e, regra geral, confio à 1ª.

Da minha parte, dificilmente voltarei a título pessoal e muito menos a trabalho.

3 comentários:

nuno brolock disse...

Pela bocca morre o peixe!

Ricardo Batista disse...

Curiosamente, foi peixe que comemos.

nuno brolock disse...

:) Eu nunca mando postas de pescada à toa!