Normalmente não costumo ser grande adepta dos programas de ficção nacional. São quase sempre a mesma coisa. Novelas atrás de novelas. Todas elas são depressivas e não se cansam de realçar o pior que existe nas pessoas. Toda a gente trai toda a gente, mentem, fingem, matam, roubam… enfim, um rol de coisas que nunca é mais do mesmo. Seca.
Ultimamente tenho visto uma série da RTP de nome Liberdade 21. Gosto muito. Como dá (quando dá) aos sábados à noite, lá tem o MEO que fazer o trabalho por mim e gravar todos os episódios. Ainda só deram 3, mas espera-se que a 1ª temporada tenha 26. A 2ª t já está em fase de filmagens.
O elenco é de luxo: António Capelo, Ana Nave, Ivo Canelas (1ª t), Rita Lello, Albano Jerónimo, Inês Castel-Branco (1ª t), Rúben Gomes, Cleia Almeida e António Cordeiro são os que nos desenjoam dos habituais actores que saltam constantemente de produção em produção. Aqui não há as Ritas Pereiras da vida nem sucedâneas. Aqui há talento e muitos anos disto.
O Ivo Canelas é o que mais se destaca. É para mim o melhor actor português (em paralelo com o Nuno Lopes que, por enquanto, não faz parte do elenco).
A série conta-nos o dia-a-dia de um escritório de advogados que por cada episódio resolve 2 ou 3 casos de justiça. Entre muita linguagem de Direito há também boas doses de humor com pinta.
A filmagem não é a habitual, pelo que no início o movimento da câmara faz confusão aos olhos. Como em tudo, acabamo-nos por acostumar e ficamos presos ao ecrã.
Deixo-vos algumas imagens.