31 março 2009

rir tendo consciência da tragédia *****

Esta 6ªfeira, a convite do amigo Filipe, fomos até à Casa Conveniente, que fica numa rua onde nunca tinha estado ou passado.

Por entre portas, becos e discotecas de frequentadores alternativos, lá começamos a ouvir um megafone e algumas pessoas na rua com comportamentos misteriosos. Houve quem parasse para ver e admirar os movimentos tresloucados daquela gente.

À porta da Casa Conveniente, iam-se juntando cada vez mais pessoas. A fila de espera era já de 20 pessoas. Lá dentro, cabem à volta de 30 pessoas espalhadas por umas cadeiras de origem desconhecida. Pareciam cadeiras de cinema super velhas que se juntavam a outras que pareciam as cadeiras da casa dos nossos avós. Velhas que só elas.

Lá entrámos.

“Rir tendo consciência da tragédia” – a partir do universo de Mário Cesariny.

O que vivi e senti lá dentro não vos descrever porque seria um texto imenso. Só vos digo que fiquei extasiada com tanto empenho, tanta frescura, tanta entrega, tanta energia, tanto desprendimento, tanta originalidade, tanta surpresa, tanto tudo. Adorei cada minuto.

Os actores (só gente nova) que interpretam os textos com uma paixão arrebatadora deixaram a audiência reduzida a flutuar em tanto surrealismo.

Se não foram ver, deviam ter ido. Eu fui e ainda bem.

http://haquedizelo.blogspot.com/

27 março 2009

os produtores

Ontem fui ver a peça Os Produtores a convite da Casa do Marquês. A peça foi precedida de um cocktail muito apetitoso. A comida tinha muito bom aspecto e pude matar algumas saudades do sushi que adoro.

A sala estava cheia. O teatro até é giro mas tem muitos pontos negativos. As cadeiras são apertadíssimas, estava um calor abrasador dentro da sala e a acústica não é das melhores.

Em relação à peça. Não desgostei, mas achei entediante. Demasiado comprida e com poucas alterações de registo. A certa altura já estava farta. Já não tinha posição na cadeira. Em relação aos actores, achei que estavam todos muito bem, incluindo a Rita Pereira que não me inspira muita confiança. Não é brilhante (claro que não) mas até esteve benzinho. Gostei imenso da postura do Rodrigo Saraiva. Aquilo é que é entrar num papel. Muito bem. O Manuel Marques também teve piada. Não achei as coreografias nada de especial e a música também achei uma seca.

Bom, o resultado não foi dos mais positivos mas, se quiserem, a peça vai estar em cena até este domingo.

25 março 2009

trocar de roupa em dois tempos

Um dia isto ainda vai ser possível...




Oh senhor da máscara... como é que isto se faz? Agora já não estou acostumada a ver estas magias sem serem explicadinhas tim tim por tim tim. Mau!