05 dezembro 2014

alguém que nos desbloqueia


E quando esse alguém se cruza connosco, há qualquer coisa que nos faz querer fazer planos. É espontâneo. Quase nada programado. Começamos a ver mais além. É como se nos desbloqueassem. Como se "terminássemos aquela tarefa" que estava empancada. É bom ter {várias} pessoas destas na nossa vida. Eu tenho e sou muito feliz por isso.

04 dezembro 2014

um fingidor

Nunca gostei da personagem política “José Sócrates”, desde a campanha para secretário-geral do PS (em que ele prometeu não aumentar impostos que, de facto, aumentou) até à sua ascensão a primeiro-ministro, muito ajudado por Pedro Santana Lopes e pela reputação de autoritário que entretanto adquirira.
Não tranquiliza particularmente ser governado por um indivíduo que se descreve a si mesmo como um “animal feroz”, nem por um indivíduo que prefere a força política e legal à persuasão e ao compromisso. Se o tratam mal a ele agora, seria bom pensar na gente que ele tratou mal quando podia: adversários, serventes, jornalistas, toda a gente que tinha de o aturar por necessidade ou convicção. Sócrates florescia no meio do que foi a sufocação do seu mandato.
O dr. António Costa quer hoje separar os sarilhos de um alegado caso criminal do seu antigo mentor da política do Partido Socialista e do seu plano para salvar a Pátria. O que seria razoável, se José Sócrates não encarnasse em toda a sua pessoa o pior do PS: o ressentimento social, o narcisismo, a mediocridade, o prazer de mandar. Claro que, como qualquer arrivista, Sócrates se enganou sempre. Começou pelos brilhantíssimos fatos que ostentava em público, sem jamais lhe ocorrer se as pessoas que se vestiam “bem” se vestiam assim. Veio a seguir a “licenciatura” da Universidade Independente, como se aquele papel valesse alguma coisa para alguém. E a casa da Rua Braamcamp, que é o exacto contrário da discrição e do conforto e último sítio em que um político transitoriamente reformado se iria meter.
Depois de sair do Governo e do partido, Sócrates mostrava a cada passo a sua falsidade, não a dos negócios, que não interessam aqui, mas da notabilidade pública, por que desejava que o tomassem. Resolveu estudar em Paris, para se vingar da humilhação do Instituto de Engenharia e da Universidade Independente, e resolveu fazer um mestrado em “Sciences Po”, sem perceber que o mestrado é uma prova escolar de um estatuto irrisório. Em Paris, viveu no “seizième”, o bairro “fino”, como ele achava que lhe competia, e, de volta a Lisboa, correu para a RTP, onde perorava semanalmente para não o esquecerem: duas decisões ridículas que só serviram para o prejudicar, embora estivessem no seu carácter. Como o resto do país, não sei nem me cabe saber se o prenderam justa e justificadamente. Sei – e, para mim, chega – que o homem é um fingidor.
Vasco Pulido Valente - Público

ficar amiga dos ex


"(...) para mim um ex-namorado é uma pessoa que, em tempos, reuniu condições e características suficientemente interessantes para fazer parte da minha vida. Regra geral, eram pessoas simpáticas, com bom coração, inteligentes, divertidas. As coisas até podem ter acabado mal, eles até me podem ter feito a alma em fanicos, mas eram boas pessoas, pessoas decentes. E, assim sendo, e feito o devido luto, não vejo porque não possamos ficar amigos. Se os considerei bons para namorados, então serão ainda melhores para amigos, sem o peso de todos os dramas e guerras que uma relação traz (...)"
da Pipoca

Há um que não faço questão de grandes amizades mas os outros são excelentes pessoas, por isso claro que seria bom manter a amizade. Afinal de contas, a amizade é o sumo doce, é a parte boa. Eu gostava de ter ficado, ser ou vir a ser amiga daqueles que um dia fizeram parte da minha vida.

torradas pela fresquinha


Começar o dia com torradas quentinhas é coisa para me alegrar o dia. 

03 dezembro 2014

voltar a acreditar


Já me apaixonei e desapaixonei algumas vezes. Não sou de me acomodar mas a verdade é que nem sempre me consigo reinventar. Acredito que nisto das relações amorosas, há altos e baixos, há alturas em que tudo é uma maravilha e outras em que não tem graça nenhuma. Não dá para viver sempre em alta rotação mas acredito que devem, os dois lados, fazer com que a rotina má {sim, porque há rotinas boas} não se sobreponha e comece a liderar o dia-a-dia. Fora isso, entre a "maravilha" e a "graça nenhuma" há muito para viver e para sentir. Há que ser feliz, mas é.